6 passos para um planejamento estratégico que traga resultados

Não sabe por onde começar? É só ler estes 6 passos, que tudo vai ficar mais claro na sua mente.

15 min. de leitura

Imagine que você vai fazer uma longa viagem de carro. Muitas coisas precisam ser definidas, como o que você vai levar, se vai fazer as malas com mais roupas para o calor ou para frio. Ainda mais importante é definir a rota, considerando o trânsito, os caminhos mais seguros e os mais perigosos. É preciso calcular quanto você vai gastar com pedágios e combustível. Resumindo, antes de cair na estrada de fato, você precisa se planejar.

Para empreender e administrar um negócio é a mesma coisa. A viagem pode ser bem ou malsucedida. Sem um planejamento estratégico, com muita sorte, pode ser que você se perca e chegue a destinos até melhores, mas com certeza gastando mais do que o previsto. Nos negócios, dessa forma, ter um planejamento estratégico é sempre a opção mais segura.

Não sabe por onde começar? É só ler estes 6 passos, que tudo vai ficar mais claro na sua mente.

1 – Objetivo

É fundamental que você tenha objetivos a curto, médio e longo prazo. Mas, como estamos pensando do ponto de vista estratégico, defina agora o que você quer da sua empresa no longo prazo. Onde você está e aonde deseja chegar?

Exemplos de objetivos são: gerar leads/contatos qualificados, aumentar a produtividade, ser referência no assunto, reduzir os custos da aquisição de clientes, entre outros. Um cuidado a se tomar é não estabelecer objetivos vagos, como aumentar as vendas, por exemplo. Pense no quanto você quer aumentar, em que espaço de tempo e como vai alcançar essa meta.
Estamos falando aqui de objetivos SMART, uma sigla que define as características dos objetivos ideais em termos de estratégia.

Specific

Measurable

Achievable

Relevant

Time

Calma, vamos explicar o que significa tudo isso:

Specific (específico): seja direto em seus objetivos. Como dissemos acima, se o objetivo é aumentar as vendas, defina se o aumento deve ser de 30, 40 ou 50%.

Measurable (mensurável): deve ser possível mensurar os indicadores de alcance da meta. Algo importante para a organização do plano estratégico e para identificar se as ações tomadas estão trazendo os resultados esperados.

Achievable (atingível/alcançável): defina metas realistas. Não queira, por exemplo, triplicar o faturamento da empresa em dois meses. Isso pode gerar frustração para toda a equipe. O Importante é crescer no seu tempo, de forma organizada e controlada.

Relevant (relevante): as metas precisam fazer sentido para a empresa e para todos os departamentos, trazendo resultados positivos.Time (tempo): é preciso definir um prazo para que as metas sejam alcançadas, para que ela seja encarada com seriedade por todos na empresa.

Também é fundamental nessa etapa do planejamento definir a identidade da empresa, seu propósito e seu posicionamento no mercado. Ou seja, quais são sua missão, sua visão e seus valores, elementos estratégicos de uma empresa que permitem mensurar seus resultados.

Missão: refere-se ao motivo de ser da empresa, estando mais relacionada aos produtos e/ou serviços.

Visão: é um objetivo a longo prazo, a meta a ser alcançada pela empresa em um determinado período de tempo.

Valores: é como a empresa se comporta perante o mercado, os princípios que guiam suas ações, que devem influenciar até mesmo a conduta dos colaboradores (ex: integridade, respeito ao cliente, atendimento próximo etc.).

2. Público

É fundamental entender o comportamento de seu público. Assim, você chegará até ele de forma natural, tornando sua mensagem mais assertiva e seus produtos e/ou serviços mais atrativos.

Por mais que o seu público-alvo seja formado por diferentes pessoas, até com diferentes expectativas, elas têm algumas coisas em comum. São as essas características que você vai utilizar para construir a sua persona, a generalização do seu público.

Mas, antes de montar esse perfil, é necessário fazer muitas pesquisas sobre comportamento, desejos, necessidades, até mesmo quanto o seu público está disposto a pagar por seus serviços. Dessa forma, você vai conseguir estabelecer sua comunicação direcionada a uma pessoa real, o que aumenta muito as chances de sucesso para alcançar seus objetivos.

No entanto, não se esqueça de que o seu público é muito mais do que o consumidor. Ele é formado por todas as pessoas que são, direta ou indiretamente, influenciadas pela empresa, ou seja, os chamados stakeholders. Nesse grupo estão inclusos seus funcionários – afinal, eles são uma parte importante da empresa, e a imagem que eles têm a respeito dela será transmitida ao mercado –, fornecedores, parceiros etc. Você precisa se comunicar de diferentes formas com todos esses públicos.

3. Estipule metas

Já que você já definiu seus objetivos, precisa traçar metas para alcançá-los. Pois dificilmente você vai gerar leads, aumentar vendas ou ser referência em um assunto do dia para a noite. Até lá, metas de curto prazo precisam ser alcançadas.

Defina prazos para as metas. Por exemplo: o objetivo é aumentar as vendas, então, uma das metas pode ser melhorar a comunicação do marketing da empresa. Afunilando ainda mais, você pode pensar em melhorar o engajamento nas redes sociais em determinado mês. E, claro, usar as métricas de que você dispõe para mensurar os resultados.

4. Benchmarketing/SWOT

Essa é a etapa em que você vai estudar o mercado, observar o que os clientes e a concorrência estão fazendo. Você vai explorar o que tem de melhor e trabalhar para melhorar em suas dificuldades.

A palavra SWOT (ou FOFA, no Brasil) é uma sigla para Strenghts (Forças), Weakness (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças), que se refere a uma análise considerando sua empresa e o mercado em que ela atua.

Veja abaixo um pouco mais sobre cada um dos termos.

Forças: é o que, internamente, a sua empresa tem de vantagem em relação aos concorrentes (ex.: melhor relação custo/benefício, mais tempo no mercado, bom relacionamento com o público).

Fraquezas: também do ponto de vista interno, é o que a sua empresa tem de desvantagens em relação aos concorrentes (ex.: poucos recursos, altos custos, incapacidade de produzir em quantidade).

Oportunidades: são aspectos do cenário externo do mercado que podem fortalecer a sua marca (ex.: enfraquecimento do concorrente, um assunto em pauta que tenha relação com sua empresa).

Ameaças: tratam-se de aspectos externos que desfavorecem sua empresa (ex.: crise financeira, mudança nas preferências do cliente, maior número de concorrentes).

O objetivo dessa análise é tornar os seus pontos fortes ainda mais fortes, tentar reduzir suas fraquezas e traçar estratégias para se defender das ameaças externas. Quando aliada ao benchmarking, a SWOT se torna uma estratégia ainda mais interessante.

No benchmarking, você vai pesquisar sobre o desempenho das empresas que são referência no seu segmento e comparar os resultados delas com os seus. Isso é importante para que você saiba o que o outro tem de melhor e também para que desenvolva um posicionamento único no mercado. Quais são as estratégias de comunicação dessas empresas, com que frequência se comunicam com o público? Quantos produtos lançaram no último ano? Você não precisa copiar o posicionamento de outras marcas, mas é importante ter conhecimento sobre o que elas estão fazendo.

5 – Plano de ação

Nessa etapa, uma vez que você já definiu seus objetivos e metas, é hora de pensar em que meios vai utilizar para alcançá-los e como. Se você já conhece bem o seu público, como mencionamos acima, fica muito mais fácil. Sabendo quais são suas necessidades, você pode uni-las a soluções.

Outro ponto importante é entender onde esse público pode ser encontrado. Se ele está nas redes sociais, nas lojas, em frente à televisão. É necessário definir quais são os canais de comunicação mais assertivos

Não deixe também de revisar os processos internos da empresa. O que precisa mudar no dia a dia do trabalho para que as metas sejam alcançadas? Comunique a todos os funcionários, para que todos tenham compromisso com os objetivos e o crescimento da organização.

Aqui entra também a importância de uma boa gestão empresarial, que inclui, entre muitas ações, distribuir tarefas, colocar pessoas-chave em cargos de liderança, motivar a equipe, organizar o fluxo de processos. É importante que todos tenham clareza sobre onde a empresa está e aonde precisa chegar.

6 – Monitore

Nunca deixe de revisar o desempenho da empresa, sempre atento aos objetivos estipulados anteriormente. Além de fazer análises diárias e semanais, acompanhe mensalmente como está o andamento do planejamento estratégico, gerando dados e relatórios que permitam a todos ter uma visão mais ampla.

Organize também reuniões com todos os departamentos, para verificar como anda cada núcleo da empresa. Essa etapa também é importante para entender se a equipe está no caminho certo. Se erros estiverem ocorrendo, você pode mudar de direção rapidamente ou ajustar o seu plano de ação.

Leve em conta o universo da sua empresa

Seguir esse passo a passo com certeza vai garantir que a organização cresça de forma mais satisfatória, controlada e alcançando muitos resultados esperados. No entanto, cada empresa tem sua equipe, suas características e particularidades. Não deixe de considerar os aspectos específicos da sua empresa na hora de fazer um planejamento estratégico que a leve ao sucesso.

Boa sorte!

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